Parintins (AM) – Em meio à efervescência cultural do Festival de Parintins 2026, a arte produzida a partir da floresta amazônica ganha um novo espaço de destaque. A designer Alessandra Andrade e o estilista Helerson da Maia firmaram uma parceria inédita que leva as biojoias sustentáveis da artista para a Galeria Ateliê Helerson da Maia, na Ilha Tupinambarana.
A iniciativa une dois nomes da economia criativa do Amazonas e transforma o espaço em uma vitrine da produção artística regional durante um dos maiores eventos culturais do país. As peças assinadas por Alessandra são produzidas a partir de madeiras reaproveitadas, fibras naturais e elementos coletados de forma sustentável, valorizando a biodiversidade amazônica e a identidade cultural da região.

A natureza como inspiração
Há cerca de dez anos vivendo em Novo Airão, município cercado pelas paisagens do Parque Nacional de Anavilhanas, a designer encontrou na própria natureza a inspiração para desenvolver um trabalho autoral. Troncos levados pelas águas dos rios, madeiras de árvores caídas naturalmente e resíduos de marchetaria ganham nova vida em forma de colares, brincos e acessórios exclusivos.
Para complementar o acabamento das peças, Alessandra utiliza fibras indígenas de tucumã e texuma, agregando ainda mais autenticidade ao trabalho.

A parceria com Helerson da Maia surgiu a partir de encontros em eventos culturais e do interesse mútuo pela valorização da arte amazônica. Reconhecido nacionalmente por suas criações para o Festival de Parintins, Helerson enxergou nas biojoias uma conexão direta com a proposta de seu ateliê, que busca exaltar elementos da cultura cabocla e indígena em suas produções.
“Quando alguém leva uma dessas peças, leva também uma parte da Amazônia. Cada madeira tem uma história, uma textura e uma energia própria. Não existe uma peça igual à outra”, afirma Alessandra Andrade.

Onde encontrar as peças
Além da exposição na Galeria Ateliê Helerson da Maia, a artista também participa da FanFest e da Feira D, ampliando a presença de seu trabalho durante a temporada cultural de Parintins.
Mais do que acessórios, as biojoias representam uma expressão contemporânea da Amazônia, conectando sustentabilidade, design e valorização dos saberes regionais em um dos momentos mais importantes da cultura amazonense.
Conteúdo: Assessoria – Edição Emanuel Mendes Siqueira