terça-feira, 20 outubro, 2026
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Reeleito com 62 mil votos, Rozenha anuncia foco no “Amazonas Profundo” e defende reformas estruturais

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Reeleito deputado estadual com 62.201 votos, Rozenha (PSD) concedeu entrevista ao programa Em Alta, da rádio Antena 1, na última segunda-feira (19/10). Durante a entrevista, ele traçou um balanço do terceiro mandato consecutivo na vida pública – Rozenha já havia sido vereador antes de assumir, pela primeira vez, uma cadeira na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Ele também adiantou as prioridades que pretende levar à Casa na legislatura que se inicia em 2027.

Segundo o deputado, o resultado obtido na última votação consolidou um crescimento expressivo em relação ao pleito anterior. “A gente teve cerca de 20 mil votos em 2022 e 62.201 agora. Crescemos aproximadamente 42 mil votos. Eu fui o parlamentar que mais cresceu de uma legislatura para outra”, afirmou.

Rozenha atribuiu o resultado a um trabalho intensivo no interior do Estado ao longo dos quatro anos de mandato. Período em que visitou comunidades indígenas na região da Cabeça do Cachorro, no extremo noroeste do Amazonas, na fronteira com a Colômbia. “Os meus pés pisaram onde nenhum político pisou”, disse.

Prioridades para o mandato 2027–2031

Questionado sobre os planos para a nova legislatura, Rozenha afirmou que pretende dar continuidade a projetos voltados ao que chama de “Amazonas Profundo”. Segundo ele, uma expressão que tomou emprestada do deputado federal Sidney Leite (PSD) para descrever regiões do interior do estado pouco conhecidas até mesmo pelos próprios amazonenses. O parlamentar citou como exemplos a inauguração recente de uma escola para crianças indígenas em Amaturá e a instalação de um reservatório de água em uma comunidade ticuna de Santo Antônio do Içá.

Entre as bandeiras que pretende priorizar no novo mandato, o deputado destacou a reforma de escolas estaduais, o retorno do esporte às redes públicas de ensino e a reconstrução da rede de saúde do Estado. Rozenha defendeu ainda a criação de núcleos de recuperação para dependentes químicos com parcerias religiosas, em substituição ao modelo atual, concentrado em uma única unidade estadual na região do Rio Preto da Eva. “O viciado não é um bandido. Ele é um doente que precisa ser assistido pela rede de saúde pública”, afirmou.

O parlamentar também defendeu mudanças estruturais na política brasileira, manifestando apoio à proposta, em debate no Congresso Nacional, de mandatos únicos de cinco anos para cargos do Executivo, sem possibilidade de reeleição. “O instrumento da reeleição tem se provado que não é bom para a democracia, que não tem entrega. Tem muito menos entrega no mandato de oito anos do que teria no mandato de cinco”, disse.

Apoio à campanha de Omar Aziz no segundo turno

A entrevista ocorreu a poucos dias do segundo turno das eleições ao governo do Amazonas, marcado para o próximo domingo (25), que define o confronto entre o senador Omar Aziz (PSD) e a professora Maria do Carmo (PL).

Rozenha afirmou estar integrado ao núcleo da campanha de Omar Aziz, de seu próprio partido, e minimizou o risco de derrota, apesar de reconhecer a imprevisibilidade do pleito. “Não há dúvida de que o Omar é de longe o mais preparado. Não há dúvida de que o Omar tem autoridade para conduzir esse estado”, declarou.

FAF, Copa da Floresta, arbitragem e o fim das bets no futebol

Presidente da Federação Amazonense de Futebol (FAF) e vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rozenha também comentou a repercussão de sua gestão à frente do futebol amazonense, incluindo a Copa da Floresta, competição amadora que reúne seleções municipais de todo o interior do Estado. Segundo o deputado, a Copa da Floresta já recebeu arbitragem de profissionais que atuam em torneios da Fifa, como o árbitro Rafael Claus, que apitou a Copa do Mundo de clubes dos Estados Unidos.

Rozenha defendeu a qualificação técnica dos árbitros, citando a atuação de profissionais ligados à federação em competições nacionais e até na final da Copa do Mundo feminina de futebol, disputada na Polônia. O deputado também mencionou a recente aquisição de equipamentos de VAR pela federação como medida para reduzir falhas de arbitragem.

Sobre a Medida Provisória anunciada pelo governo federal em setembro, que determina o fim das casas de apostas on-line (bets) no país, o deputado afirmou reconhecer efeitos negativos no curto prazo para o financiamento do esporte, mas defendeu a medida como necessária para conter danos à economia popular e combater a manipulação de resultados em competições do futebol regional. Ele citou casos de manipulação de resultados identificados em campeonatos de Estados do Norte do país, incluindo o Amazonas. “As bets estavam minando a economia popular. Vai haver um impacto no futebol brasileiro, mas eu acredito que vai haver um impacto muito maior e positivo, porque eles estavam praticando um crime contra a economia popular”, afirmou.

Rozenha também relembrou episódios de sua gestão à frente da federação, como a suspensão de jogos da base em dias de temperaturas extremas durante o período de queimadas e seca no Amazonas, decisão tomada após críticas de que partidas estariam sendo realizadas em horários de forte calor. “As pessoas tinham razão. Tanto que eu suspendi todos os jogos”, reconheceu.

O deputado também fez questão de separar sua atuação à frente do futebol das bandeiras que diz guiar sua trajetória na vida pública. “Não é futebol a minha principal bandeira política. A minha principal bandeira política é emprego e renda, sobretudo nas redes do Amazonas Profundo. A minha principal bandeira política é a interiorização e desenvolvimento. A minha principal bandeira política é a gente conseguir levar água para comunidades indígenas isoladas”, afirmou.

Conteúdo: Assessoria Rozenha

Fotos: Joedi Porto e Tadeu Rocha