Líder da Acopajam, faixa preta mostra que experiência, gratidão e amor ao esporte seguem sendo pilares do judô amazonense
No tatame, o tempo não apaga histórias – ele as fortalece. E foi exatamente isso que o faixa preta Gláucio Mendonça, de 54 anos, mostrou ao conquistar a medalha de bronze no Campeonato Brasileiro Regional de Judô 2026 – Região I, realizado no Ginásio Georgiana Pflueger, em São Luís.
Representando o Amazonas em uma competição que reúne mais de 430 atletas de estados como Amazonas, Amapá, Maranhão, Piauí e Roraima, o líder da tradicional equipe Acopajam subiu ao pódio na classe Sênior, categoria até 90kg – mas o resultado vai muito além da medalha.

Mais que resultado, um exemplo vivo no tatame
Com décadas dedicadas ao judô, Gláucio não luta apenas por títulos. Ele luta por propósito.
“Essa medalha representa exemplo. Para as gerações que virão, para que tenham a chance de ver a velha guarda lutando e saber qual é o caminho”, destacou o atleta.
A conquista do bronze foi a 10ª medalha de Gláucio em Campeonatos Brasileiros Regionais, reforçando sua trajetória sólida dentro da modalidade e seu papel como referência para jovens atletas no Amazonas.
Dentro e fora do dojô, sua presença é sinônimo de disciplina, resiliência e liderança – características que ajudam a formar não apenas competidores, mas cidadãos.

Gratidão que move campeões
Se a medalha foi conquistada no tatame, a jornada até ela também foi construída com apoio e confiança.
Em um depoimento marcado pela sinceridade, Gláucio fez questão de reconhecer todos que contribuíram para sua participação no evento – destacando o papel fundamental de parceiros públicos e privados no esporte.
“Confiança da Federação de Judô do Amazonas (Fejama) que me permitiu representar nossa equipe neste evento tão importante. E gratidão às pessoas que me ajudaram a chegar até aqui.”
Entre os apoiadores, o atleta ressaltou o incentivo do vereador Eduardo Assis e do deputado federal Adail Filho, responsáveis pelas passagens, além do suporte financeiro de apoiadores próximos e o suporte logístico essencial para viabilizar a viagem.
Um exemplo claro de como o investimento no esporte transforma histórias e mantém sonhos vivos, especialmente no cenário amazonense, onde o acesso a competições nacionais ainda é um desafio para muitos atletas.

Família, esforço e amor pelo judô
A jornada até o pódio também teve um significado ainda mais pessoal. Gláucio foi ao campeonato inicialmente para acompanhar sua esposa (Stetane Coelho), também atleta, em sua própria batalha no tatame.
“Vim para ajudá-la. Infelizmente a medalha dela não veio… mas levo essa medalha para a nossa casa para coroar tudo que fizemos pra chegar aqui.”
Entre treinos, desafios físicos e emocionais, o bronze conquistado carrega o peso de uma trajetória compartilhada – de parceria, dedicação e superação.
Um legado que segue em construção
Para Gláucio Mendonça, o judô nunca foi apenas competição. É missão, é formação, é legado.
“Amor ao Judô. Amor pelo Amazonas. Amor à minha equipe, à minha família, aos meus alunos e aos meus filhos.”
Aos 54 anos, ele prova que o alto rendimento não tem prazo de validade quando há propósito. E mais do que isso: mostra que o verdadeiro campeão é aquele que inspira outros a continuar.
“Aqui essa batalha termina. Outras virão – e eu estarei lá, se Deus assim o permitir.”
E estará mesmo. Porque, para um Sensei forjado no coração da Floresta Amazônica, enquanto houver tatame, haverá história sendo escrita.
Texto: Emanuel Mendes Siqueira (92) 99122-3785
Jornalista e CEO da EMS Comunicação & Marketing