O cenário eleitoral para 2026 começa a desenhar uma possibilidade histórica para a política amazonense. Uma análise divulgada pelo portal Radar Amazônico, com a participação dos pesquisadores Afrânio Soares, da Action Pesquisas, Eric Barbosa, da Pontual Pesquisas, e Marcel Valin, da Projeta Pesquisa, apontou os nomes mais competitivos na disputa pelas oito vagas do Amazonas na Câmara dos Deputados.
Entre os nomes citados pelos especialistas está a deputada estadual Joana Darc (União Brasil), apontada como uma das candidaturas com maior potencial eleitoral para conquistar uma cadeira em Brasília. No mesmo debate, a médica Aryel Almeida (Avante) também foi mencionada como uma das apostas femininas para a corrida eleitoral, reforçando a possibilidade de o Amazonas voltar a eleger mulheres para a Câmara Federal.
Mais do que uma projeção eleitoral, o cenário reacende uma discussão importante sobre representatividade política. Atualmente, o Amazonas não possui nenhuma mulher entre os seus oito deputados federais nem entre os três senadores da República. As 11 cadeiras do estado no Congresso Nacional são ocupadas exclusivamente por homens.
Caso as projeções se confirmem nas urnas, o Amazonas poderá voltar a ter representação feminina na Câmara dos Deputados após anos de ausência, ampliando a diversidade de vozes responsáveis por defender os interesses do estado em Brasília.

Ausência feminina na bancada federal
Embora as mulheres representem a maioria do eleitorado brasileiro, sua participação nos espaços de poder ainda está longe do equilíbrio desejado. No Amazonas, a situação chama ainda mais atenção pela ausência total de mulheres na atual bancada federal.
A última mulher eleita deputada federal pelo Amazonas foi a professora Conceição Sampaio (PP), que conquistou uma vaga nas eleições de 2014 com mais de 71.138 votos. Desde então, o estado não voltou a eleger mulheres para a Câmara dos Deputados.
O resultado das eleições de 2018 e 2022 consolidou uma bancada federal formada exclusivamente por homens, realidade que poderá começar a mudar na próxima disputa eleitoral.
Representatividade que vai além dos números
Para o jornalista Emanuel Mendes Siqueira, especialista em marketing político e comunicação política, a eventual eleição de mulheres para a Câmara dos Deputados representa muito mais do que uma simples renovação de nomes.
“A presença feminina nos espaços de decisão fortalece a identificação de milhões de eleitoras com suas representantes e contribui para ampliar o debate sobre pautas que impactam diretamente a vida das mulheres, como combate à violência doméstica, proteção à infância, saúde da mulher, assistência social, geração de renda, empreendedorismo feminino e igualdade de oportunidades”, disse o especialista.
Além disso, explicou Emanuel Mendes Siqueira, CEO da EMS Comunicação & Marketing, a representatividade funciona como um importante mecanismo de incentivo à participação política de novas lideranças femininas, ajudando a romper barreiras históricas que ainda dificultam o acesso das mulheres aos cargos eletivos.
Um novo capítulo para a política amazonense
A possibilidade de duas mulheres figurarem entre os nomes competitivos para a Câmara dos Deputados em 2026 também sinaliza uma mudança no comportamento do eleitorado amazonense, cada vez mais aberto à pluralidade de perfis e experiências na política.
Se confirmada nas urnas, a eleição de representantes femininas poderá marcar um novo capítulo para a política do Amazonas, recolocando o estado no caminho da representatividade de gênero em Brasília e ampliando a participação das mulheres nos espaços onde são tomadas decisões que impactam diretamente a vida da população.
Com a pré-campanha ganhando força em todo o estado, o debate sobre a presença feminina no Congresso Nacional tende a ocupar espaço cada vez maior nas discussões eleitorais dos próximos meses, transformando a representatividade em um dos temas centrais da disputa por vagas na Câmara dos Deputados.
Conteúdo: EMS Comunicação & Marketing, com informações do portal Radar Amazônico