O deputado estadual Rozenha (PSD) classificou como covardia o episódio ocorrido nos bastidores do último debate entre candidatos ao governo do Amazonas na TV Norte Amazonas/SBT. Na ocasião, a deputada estadual e candidata a vice-governadora do Amazonas Alessandra Campelo (PSD) denunciou ter sido ameaçada pelo candidato não eleito a deputado estadual Kidson Maia (PL) e pelo deputado federal eleito e vereador Sargento Salazar (PL).
Rozenha usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), nesta quarta-feira (14), para manifestar solidariedade à deputada Alessandra Campelo. A parlamentar disse que o gesto foi interpretado como ameaça durante os bastidores do debate exibido pela TV Norte Amazonas (afiliada do SBT) na manhã de terça-feira (13).
Segundo relato da própria Alessandra à imprensa, o gesto – um movimento de mão na altura do pescoço, associado popularmente a uma ameaça de degola – foi repetido por três vezes em direção a ela durante. Alessandra afirmou ter registrado boletim de ocorrência por ameaça na Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher, além de ter informado o caso à Justiça Eleitoral, ao Ministério Público do Amazonas e ao Ministério Público Federal.
Rozenha foi duro ao classificar o episódio na tribuna. Ele também rebateu a tese, levantada pelos envolvidos, de que o gesto teria sido uma brincadeira.
“Não é tolerável um deputado federal eleito admitir que o seu fiel escudeiro possa dirigir a uma mulher, mãe, deputada estadual por três mandatos consecutivos, um gesto que no mundo do crime só tem uma conotação, não tem meia interpretação: é morte”, afirmou.
Na avaliação do parlamentar, episódios como esse revelam um padrão de comportamento incompatível com a vida pública.
“O que mais me deixa estarrecido é a tranquilidade, a certeza, a impunidade. Pior, esses dois indivíduos têm como chão e alicerce um pseudo apoio popular”, declarou.

Medidas protetivas
Rozenha defendeu que, com a concessão de medidas protetivas, os responsáveis pelo gesto não possam mais se aproximar da candidata. Ele ressaltou ainda a necessidade de separar a disputa eleitoral do episódio de ameaça, defendendo que a corrida ao governo tenha limites éticos.
“Uma eleição se ganha, uma eleição se perde. Mas o que não pode se perder são os limites, são as fronteiras de até onde se pode ir para se ganhar uma eleição”, afirmou.
Assessoria Dep. Rozenha
Fotos: Joedi Porto