A Ucrânia lançou cerca de 450 drones contra a região de Moscou, no que autoridades russas classificaram como o maior ataque desse tipo já direcionado à capital. A ofensiva atingiu uma refinaria de petróleo e um prédio residencial e deixou pelo menos duas pessoas mortas e 20 feridas, segundo autoridades locais.
O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, afirmou que os drones foram abatidos durante o ataque, que chamou de o “mais massivo” contra a capital russa.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou ataques com drones e mísseis contra uma importante instalação petrolífera e um centro logístico. Segundo ele, os alvos movimentam recursos que ajudam a financiar a estrutura militar russa.
Autoridades militares ucranianas afirmaram que três unidades importantes da refinaria foram danificadas. A instalação fornece mais de um terço do combustível consumido na região de Moscou e também abastece as Forças Armadas russas com derivados como gasolina, diesel e combustível de aviação.

Ataques dos dois lados deixam mortos
A ofensiva ocorre em meio à intensificação dos ataques entre Rússia e Ucrânia contra instalações de energia, transporte e logística.
Na Ucrânia, autoridades informaram que nove pessoas, entre elas três crianças, morreram em ataques russos nas regiões de Kiev e Sumy no sábado. Quatro pessoas também morreram depois que um drone russo atingiu um veículo na região de Sumy.
Na região de Moscou, uma mulher de 44 anos morreu após um drone atingir um edifício residencial em Sofyino. Outras cinco pessoas, incluindo duas crianças, ficaram feridas. Um idoso também morreu após uma residência ser atingida no distrito de Orekhovo-Zuevo.
O ataque provocou ainda restrições temporárias nos aeroportos de Sheremetyevo e Vnukovo, em Moscou. As operações foram posteriormente retomadas, embora passageiros tenham sido alertados sobre possíveis atrasos.
Guerra entra em nova escalada
Os ataques ocorrem apesar de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter afirmado que Rússia e Ucrânia haviam concordado em interromper ofensivas contra infraestrutura energética.
Na sexta-feira, Trump sancionou uma legislação que permite aos Estados Unidos impor tarifas de até 100% aos principais compradores de petróleo e gás russos, incluindo China e Índia.
A guerra começou com a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022.
Fonte: BBC News Brasil
Edição: Redação DNA Político