sexta-feira, 4 setembro, 2026
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PF faz buscas na Aadesam e investiga suspeita de abuso de poder político e econômico nas eleições do Amazonas

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Manaus (AM) – A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão, nesta quinta-feira (3), na sede da Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (Aadesam), em Manaus, no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2026 no Amazonas.

A ação foi determinada pela Vice-Presidência e Corregedoria Regional Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), após pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE).

A investigação ocorre em meio às suspeitas envolvendo a movimentação de trabalhadores vinculados à agência durante o período eleitoral. Entre os pontos sob apuração estão desligamentos de empregados e transferências de servidores da capital para municípios do interior que, segundo as denúncias analisadas pelas autoridades, poderiam ter motivação eleitoral.

Justiça já havia determinado preservação de dados

O caso já estava sob acompanhamento da Justiça Eleitoral antes do cumprimento das buscas.

Uma decisão anterior do TRE-AM determinou que a agência preservasse registros relacionados às admissões e aos desligamentos de funcionários, proibindo a exclusão, alteração ou retificação desses dados enquanto os fatos são investigados.

A medida ganha relevância porque a legislação eleitoral estabelece uma série de restrições para agentes públicos durante o período que antecede as eleições.

O próprio Governo do Amazonas publicou, em 2 de julho, o Decreto nº 54.587/2026, determinando aos agentes políticos e públicos do Executivo estadual a observância das regras da Lei das Eleições e das resoluções do Tribunal Superior Eleitoral sobre condutas vedadas durante o pleito de 2026.

Aadesam entra no centro da investigação eleitoral

Com o cumprimento dos mandados pela Polícia Federal, documentos, registros e outros elementos recolhidos deverão subsidiar a investigação conduzida no âmbito eleitoral.

A apuração busca esclarecer se decisões administrativas relacionadas aos trabalhadores da agência foram adotadas dentro da legalidade ou se houve utilização da estrutura pública com finalidade político-eleitoral.

Até o momento, a existência da investigação e o cumprimento das buscas não significam comprovação de crime ou de abuso eleitoral. Caberá às autoridades analisar o material obtido e estabelecer eventuais responsabilidades.

O caso coloca, porém, a Aadesam novamente no centro do debate político estadual em plena campanha para as eleições de 4 de outubro, justamente por envolver suspeitas sobre o uso da estrutura pública durante o processo eleitoral.

Redação DNA Político

Foto: Reprodução/Polícia Federal