O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) entrou no debate sobre as apostas on-line e chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “pai do Tigrinho”, em reação à ofensiva do governo para restringir ou proibir as bets no Brasil.
Durante participação em seu podcast, ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Flávio responsabilizou o governo Lula pelo crescimento dos cassinos on-line e pelos efeitos do jogo sobre o endividamento das famílias.
“Lula trouxe dois males para o Brasil que são filhos dele: um é o Lulinha; o outro, o Tigrinho”, afirmou o senador.
Flávio disse ser contrário aos jogos de azar e prometeu, caso seja eleito, acabar com os cassinos on-line. Ao mesmo tempo, diferenciou essas plataformas das apostas sobre eventos esportivos reais, como partidas de futebol, vôlei e tênis, argumentando que estas permitem mecanismos de controle.

Debate sobre quem liberou as bets
A crítica ocorre depois de Lula anunciar que pretende endurecer as regras e defender o fim das bets. O governo avalia medidas para proibir tanto apostas esportivas quanto cassinos on-line ou, alternativamente, restringir especificamente os jogos virtuais e sua publicidade.
A trajetória da legislação, porém, passa por três governos. As apostas esportivas de quota fixa foram legalizadas em 2018, durante o governo Michel Temer. A lei previa prazo para regulamentação, mas esse processo não foi concluído durante o governo Jair Bolsonaro. Em 2023, já no governo Lula, uma nova legislação regulamentou e passou a tributar e fiscalizar o mercado, incluindo os jogos on-line no marco legal.
A disputa sobre as bets ganhou espaço na reta final da campanha presidencial. Pesquisa Atlas/Bloomberg citada pela CNN aponta que 75% dos entrevistados defendem a proibição das bets, enquanto 60% avaliam que a atividade traz apenas prejuízos à sociedade.
Redação DNA Político
Com informações da CNN Brasil e Estadão Conteúdo